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Produtos / Sementes de Pastagens / Panicum maximum cv. Mombaça

Panicum maximum cv. Mombaça

Caracteristícas Técnicas

Nome científico:Panicum maximum Jacq.
Cultivar:Mombaça (ORSTOM K190A; BRA 006645)
Fertilidade do solo:Alta
Forma de crescimento:Touceira cespitosa
Altura:Até 1,6m
Utilização:Pastejo direto, silagem e fenação
Digestibilidade:Excelente
Palatabilidade:Excelente
Precipitação pluviométrica:Acima de 800 mm anuais
Tolerância à seca:Média
Tolerância ao frio:Média
Teor de proteína:12 a 16% na MS
Profundidade de plantio:0,5 a 1,0cm
Ciclo vegetativo:Perene
Produção de forragens:20 a 28 t/ha/ano de matéria seca (MS)
Solos úmidos:Baixa tolerância
Consorciação:Todas as leguminosas, princip. as trepadeiras

Embalagens de 15 kg e 5 kg.

Preço: Nos consulte.

 

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS


        É uma planta cespitosa de ciclo anual, com altura média de 1,65m, folhas quebradiças, com largura média de 3,0cm e sem cerosidade. As lâminas apresentam poucos pêlos, duros e curtos, principalmente na face superior. As bainhas são glabras. Os colmos são levemente arroxeados. A inflorescência é uma panícula, com ramificações primárias longas e secundárias longas apenas na base. As espiguetas são glabras e uniformemente distribuídas, de coloração arroxeada em aproximadamente 1/3 da superfície externa. O verticilo normalmente apresenta micropilosidade.


CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS


        Com relação à acidez e a fertilidade do solo, é exigente igual aos outros cultivares de Panicum maximum, no entanto, tem apresentado maior eficiência na utilização do fósforo do solo que os demais cultivares. Assim, para o mesmo teor de P extraível, o Mombaça tem apresentado maiores produções de matéria seca total e de folhas. Após dois anos, em solo de cerrado adubado, em condições de pastejo, quando comparada ao Tobiatã, além de proporcionar maior lotação, apresentou maiores produções de matéria seca e teores mais elevados de fósforo nas folhas.
        Em um grama de sementes de Mombaça, existem aproximadamente 770 sementes puras, a mesma quantidade que o Colonião.
        O Mombaça produziu 33 t/ha/ano de matéria seca foliar em parcelas sob cortes manuais, ou seja, 130% e 28% a mais que o Colonião e Tanzânia I, respectivamente. Apresentou menor estacionalidade de produção que o Colonião; enquanto o Mombaça e Tanzânia I produziram, na seca, 11% do total anual, a cv. Colonião produziu apenas 3%. O cultivar Mombaça apresentou também uma alta porcentagem de folhas (82%), semelhante à Tanzânia I (80%), porém muito mais elevada que o Colonião (62%). Os teores de proteína bruta nas folhas e nos colmos foram de 13,3% e 9,7%, respectivamente, e sem grandes variações ao longo do ano.
        Com relação à cigarrinha, houve uma superioridade com relação ao cv. Tobiatã, mas inferior ao cv. Tanzânia, tendo, portanto, média resistência à cigarrinha.
        Em três anos sob um sistema de pastejo flexível, o Mombaça e Tobiatã tiveram 14 dias de pastejo e 60 dias de descanso, durante o período seco. Durante as águas, no entanto, o Tobiatã possibilitou 12 dias de pastejo e 37 de descanso, enquanto que a Mombaça, 14 dias de pastejo e 35 dias de descanso. Estes resultados propiciaram estimativas da capacidade de suporte de 2,3 U.A. para a Mombaça e 2,0 U.A. para o Tobiatã.
Esta diferença deve-se à maior porcentagem de folhas apresentadas pela Mombaça, que foi em média, durante o ano de 47% e para o Tobiatã de 38%.


UTILIZAÇÃO E MANEJO        


        Recomendado para bovinos em fase de engorda e produção leiteira. Pode ser consumida por eqüinos e ovinos. O Mombaça por apresentar talos mais grossos que o Tanzânia, deve ser pastejado sempre verde. Se os animais forem colocados em pastagens, maduros e passados de Mombaça, irão refugar estes talos grossos e lignificados, acarretando um "envaretamento" das plantas e como conseqüência o início do processo de degradação da pastagem.
        O Mombaça é uma forrageira que deve ser intensamente explorada durante o período chuvoso, época em que o crescimento é mais intenso e a qualidade nutricional também é maior. A distribuição da forragem produzida durante o ano, é mais bem distribuída nesta pastagem, que apresenta período de florescimento também mais tardio que os demais Panicum maximum.
        No período chuvoso a quantidade de dias para a recuperação deste pasto após o pastejo deve ser de no máximo 30 dias.